Sextas e Sábados de Agosto,
no mesmo Espaço dos Satyros
Espaço dos Satyros I - Praça Roosevelt, 214
Telefone 3258 6345
Ingressos r$20 e r$10
Telefone 3258 6345
Ingressos r$20 e r$10


Não poderia haver reestréia melhor: público pagante - não fizemos qualquer publicidade paga e ainda teve gente que vai ter que voltar nas próximas semanas, por falta de lugar.
Confirma-se a fortuna de um espetáculo que surpreende as pessoas, sempre. O público aceita de cara a ironia e a iconoclastia da coisa. Aos poucos, percebe que ri de suas próprias idiossincrasias e fantasias afetivo-sexuais. Quando embarcou na viagem, a profunda emoção das cenas finais o leva a aplaudir, comovido, a interpretação e a própria vida espelhada ali, sem rodeios, à uma da madrugada de Sexta-feira. É um ótimo aperitivo existencial para o fim de semana.

Quando ele falou o que queria, eu chamei o cara à ordem.
Quis enquadrar o sujeito, recusando-me a falar merda com ele...
Mas naquela noite eu tava me sentindo meio apimentada, sabe, meio curiosa.
Então concordei.
- Só se eu for vegetariana.
Depois de muitos minutos de conversa, o Doutor Inácio - ele queria ser chamado assim - perguntou delicadamente se eu estava pronta para começar ali mesmo, enquanto eu estava segurava o telefone.
(...)"
Pornografia Baratareestréia Dia 4, sexta-feira, à meia noite.
no Espaço dos Satyros I - Praça Roosevelt, 214 -
Tel 3258 6345
Ingressos r$20 e r$10
Pornografia Barata, sucesso de 2003 do Atelier de Manufactura suspeita, reestréia Dia 4, sexta-feira, à meia noite.
no Espaço dos Satyros I - Praça Roosevelt, 214 -
Telefone
Ingressos r$20 e r$10
Curta Temporada de 4 a 25 de julho, à meia-noite
Direção Mauricio Paroni de Castro
com (em ordem alfabética)
Bruno Kott,Cristine Peron , Diego Ruiz, Fernanda Moura, Mauricio Paroni de Castro, Roberta Youssef,: Célio Amino (ator convidado)
Arranjo de espaço e luz a partir de processo criativo da companhia
Dramaturgia de Mauricio Paroni de Castro e Atelier de Manufactura Suspeita, a partir de textos anônimos da web, Nietszche e Andrés Lima
Produção executiva de Claudia Burbulhan e Fernanda Moura
Foto de cena Hilton Ribeiro
Contribuição Figurinos: Fetish Shiny
Composta por cenas curtas e seriadas, a peça percorre a intimidade de encontros entre clientes e prostitutas e a intimidade de casais pouco ortodoxos. Não se confunde, porém, com a exibição pura e simples de sexo explícito que o título parece evocar.
Pornografia Barata encara com profundidade e coragem o sexo mercenário ou livre, privado ou público. É um espetáculo caracterizado por um vivo contraste entre a ferocidade licenciosa e libertina do início e a suavidade de sua conclusão.
A peça se desenrola e se confunde com um peep-show. Os atores se colocam no limite da representação, com o público a questionar se eles estão ou não representando. Há a sensação de invadir uma realidade cujo acesso jamais nos permitidos ter. A ironia, a ambigüidade e a diversão inerentes ao sexo compartilhado em público são os ingredientes principais da trama. A gramática da encenação é libertária e iconoclasta, ao valer-se de figurinos fetichistas, falas escandalosos, amores radicais e descontração erotizada.


Como Você Me Quer
Sempre tive um bocado de prevenção contra Pirandello. A surpresa de uma peça como "Seis Personagens em Busca de um Autor" parece que se esgota, a meu ver, numa época saturada de metalinguagem, de filmes que falam de filmes, de romances que são como cobras engolindo o próprio rabo, e até nos quadrinhos de "Mônica" surge, de vez em quando, o desenhista em crise de inspiração ou interagindo com os personagens que criou.
A idéia de que tudo é representação, e que atrás de uma máscara não se encontra nada além de outra máscara, pode ter sido importante para discutir a chamada "crise intelectual do século 20", mas afinal pode ser também um mero truque sofístico.
Tive uma ótima surpresa ontem, assistindo a "Como Você Me Quer", uma peça de Pirandello bem mais profunda do que esse jogo a que me referi. Nesse drama, está em funcionamento, mais uma vez, toda aquela história de que cada indivíduo é apenas uma personagem criada pelos outros, ou por si mesma, e de que não há uma "verdade interior", nem mesmo uma "verdade factual" capaz de dizer quem e o quê, de fato, cada um é.
Acontece que esse labirinto de identidades está, no caso dessa peça, a serviço de uma situação dramática real, em que uma personagem de carne e osso de fato tem de "enganar" as pessoas à sua volta –sem que o espectador saiba em momento nenhum se se trata de um embuste mesmo ou se a personagem apenas finge estar enganando os outros para descobrir quais suas verdadeiras intenções.
A atenção intelectual do espectador se mantém desperta o tempo todo, sem que o texto perca em clareza na montagem –que teve a excelente idéia de fazer com que vários atores assumissem, alternativamente, o papel dessa personagem. Acentua-se, assim, a presença das múltiplas "personalidades" que a protagonista assume quando engana ou quando diz a verdade aos outros; e, ao mesmo tempo, evita-se que o peso de um papel dificílimo recaia apenas sobre uma das atrizes da companhia.
Todos –atores e atrizes— estão numa sinuca, pois têm de representar
bem e, ao mesmo tempo, têm de representar mal. Uma pessoa tentando fingir que é outra pessoa nunca é perfeita em seu fingimento; acontecem exageros, momentos inconvincentes, etc. Como um ator pode fazer isso sem dar a impressão de que representa mal também?
Ziza Brisola (grávida), empenha-se com sucesso e no fio da navalha do dramalhão nessa tarefa. Fernanda Moura, que é quem começa assumindo o papel da protagonista na peça, é uma sofisticada presença no palco, ao estilo das divas italianas de outros tempos, mas se ressente do fato de que a complexidade da situação ainda não foi exposta plenamente para o espectador naqueles momentos iniciais; um pouco mais de estilo "cinema mudo", e menos drama, talvez a beneficiasse.
A encenação de Mauricio Paroni de Castro não cai no erro comum de acrescentar novos elementos e maluquices a um texto que já é
suficientemente complexo em si mesmo. Ou melhor, acrescenta uma de que não gosto: um longo balé de travestis, quando os atores masculinos passam a representar, também, o papel da protagonista.
Entretanto, a idéia de deixar uma cadeira de rodas vazia, num momento crucial da peça, que não posso descrever em detalhes, é um bom "acréscimo", acho. Tira, na verdade, uma coisa que imagino existir numa encenação tradicional, e ao mesmo tempo a idéia geral do espetáculo se fortalece.
"Como Você Quer" está sendo encenada toda quarta-feira, às 21h, noTeatro João Caetano, com direção de Maurício Paroni de Castro –que, à frente da Companhia Manufactura Suspeita e da Companhia Linhas Aéreas, teve o gesto amigo de encenar as histórias de Voltaire de Souza nos Satyros, ano passado. Às quintas, no mesmo horário e teatro, eles encenam outra peça de Pirandello, "Cada um a seu Modo".
Escrito por Marcelo Coelho
segue outra crítica de Mauro Fernando, da APCA
COMO VOCÊ ME QUER e CADA UM A SEU MODO
Fiéis a Pirandello
Escrito por Mauro Fernando
TEATRO SÉRGIO CARDOSO - Sala Paschoal Carlos Magno (144 lugares). Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista, Telefone - 3288-0136. Horário da bilheteria - de Quarta a Domingo, das 15 às 19h para venda antecipada e das 19 às 21h para o espetáculo do dia.
Até mais, beijos e abraços


By MARK BROWN
The Mountain Giants
RSAMD, Glasgow
THERE could be no question that the Royal Scottish Academy of Music and Drama is plumping for soft theatrical options. As their contribution to this Scambiane mini-festival of Italian culture, the final year acting students present Pirandello’s disquieting existentialist drama, The Mountain Giants (playing at the RSAMD until next Thursday).
From the outset, as a bedraggled line of travelling actors stand before us, it is apparent we are witnessing a work of nascent modernism. The putative fourth wall between actors and audience has gone. The performers stand pressed against the front row, while Cotrone, their would-be patron and saviour, sits amid the crowd.
This is precisely as it should be, for this is a play of the most self-conscious theatricality. Shakespeare informed us that the whole world is a stage, but it was Pirandello who made the actors’ ensemble a motif for the human condition. Led by the seemingly blind,
beggarly count, these thespians remind one of Vladimir and Estragon from Beckett’s Waiting for Godot.
All human life seems contained without the troupe’s search for an audience. Ilse, their leading lady and "countess", is at once their reason for being and the source of their woe.
Reverence and loyalty joust with sexual and personal jealousy, while the company is drawn ever further into Cotrone’s world of questions. Religious and ritual become performance, and art becomes life. Finally, as the mountain giants of the play’s title offer the actors an audience, Pirandello’s ironic pathos resolves itself in an extraordinary debate about whether an audience is superfluous or, in fact, worth risking one’s life for.
This is a complex, troubling and hilarious play, and experienced director Mauricio Paroni De Castro has drawn a largely strong ensemble performance from his young cast.
The full article contains 315 words and appears in The Scotsman newspaper.
Last Updated: 16 May 2003 12:31 AM
Oi pessoal, esta semana dentro da programação do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto, o FIT,
o Manufactura Suspeita vai encenar a "Aqui Ninguém é Inocente"
no seguintes dias e lugares :Dia 17/07 as 20:30h no SESC São Carlos, na 2ª Mostra de Inverno de Teatro (evento paralelo ao Festival Internacional de Rio Preto).
O endereço é avenida Comendador Alfredo Maffei, 700
- Jardim Gibertoni - São Carlos - SP. O telefone de lá é o 16 3372-7555.
As entradas são de R$ 6,00; R$ 2,00 (usuário matriculado) e R$ 1,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes).
Em Rio Preto, no mostra de "nacionais de rua" :
Dia 18, 19h Engenheiro Schimitt dia 19, às 17h Represa (Hospital do Lago) Dia 20 às 11h em frente ao Teatro Municipal Dia 21, às 11h Praça Rui Barbosa
Maiores informações no site do Festival > http://www.festivalriopreto.com.br/2007/asp/index_html.asp#
É isso então, beijos e abraços !
