12 de abril de 2009

AUTO DA DEFUNTA NUA






No AUTO DA DEFUNTA NUA, SÉRGIO SANT´ANNA contracena, em vídeo, com a atriz Janine Corrêa (“Melhor Atriz” - Festival de Gramado e “Menção Honrosa” - Festival de Brasília).

Textos de Pirandello e Sérgio Sant'Anna
Dramaturgia, Composição Cênica e Direção: Maurício Paroni de Castro
con Janine Corrêa e Bruno Kott
Participação especial de Sérgio Sant'Anna, Téo Barossi e Esperança Motta
Fotos de Bruno Zorzal
Música de André Sant´Anna , Bach, Helô Ribeiro, Pachelbel e Vanessa Bumagny

Uma personagem provoca o seu próprio criador ao fazer um strip tease, momentos antes de seu suicídio. O autor vela e louva a sensualidade do cadáver. Ele continua a trama até pressentir-se o vilipêndio iminente, mas a atriz encontra um modo de libertar-se de sua obra e do assédio que isso representa.

De 17 de Abril até 30 de Maio
Sextas-feiras e Sábados às 23:59

Duração: 55 minutos
Não recomendável para menores de 18 anos



Espaço dos Satyros I
Praça Roosevelt, 214, Telefone: 3258 6345
Ingressos: R$20 e R$10

Durante o velório, haverá degustação de uma receita italiana mediante o pagamento de R$15.





http://www.cronopios.com.br/site/colunistas.asp?id=3791#texto

http://www.youtube.com/watch?v=jp9mr-EEKxQ

http://www.youtube.com/watch?v=6ntPUHcOfws

Vídeos: Renato Rosati

SÉRGIO SANT’ANNA é carioca, nascido em 1941, iniciou sua carreira de escritor em 1969, com os contos de “O Sobrevivente”, livro que o levou a participar do International Writing Program da Universidade de Iowa, nos EUA.

Recebeu o prêmio Jabuti por quatro vezes, com “O Concerto de João Gilberto no Rio de Janeiro” (1982), “Amazona” (1986), o último por “O vôo da madrugada”, que ganhou o APCA de contos e o segundo lugar no Prêmio Portugal Telecom 2004. Suas publicações incluem ainda “Notas de Manfredo Rangel, Repórter” (1973), “Confissões de Ralfo” (1975), “Simulacros” (1977) e “A Tragédia Brasileira” (1987).

Pela Companhia das Letras, editou “A Senhorita Simpson” (1989), “Breve História do Espírito” (1991), “O Monstro” (1994), “Contos e Novelas Reunidos” (1997), “O vôo da madrugada” (2003), entre outros. Em 2005 a Companhia das Letras relançou seu livro preferido “A Tragédia Brasileira” e estreou em festivais a adaptação de seu “Um Crime Delicado”, dirigido por Beto Brant.

2 de abril de 2009

O MANUFACTURA ADERE AO MOVIMENTO 27 DE MARÇO



O ATELIER ADERE AO MOVIMENTO 27 DE MARÇO.
PUBLICAREMOS NESTE BLOG TODAS AS COMUNICAÇÕES SOBRE OS ENCONTROS E DEMAIS MANIFESTAÇÕES. ENTENDEMOS ESTA A MELHOR FORMA DE LUTAR POR UMA POLITICA CULTURAL MAIS DECENTE PARA O NOSSO PAÍS.

Na próxima quarta-feira, dia 01/04, às 20h, na sede da Cia. Antropofágica - Espaço Pyndorama - Rua Turiaçu, 481 – Perdizes - Telefone 11 3871-0373 ocorrerá mais um encontro do Movimento 27 de março.

Na próxima quinta-feira, dia 02/04, às 14h, na FUNARTE (Alameda Nothmann, 1.058 - Campos Elíseos), ocorrerá o 1º encontro para um diálogo aberto e transparente do Movimento 27 de março com representantes do Ministério da Cultura.

Assessoria de Imprensa :
Osvaldo Pinheiro - 8121-0870
Rafael Ferro – 8183-6887
asessoria.movimento27demarco@gmail.com
Affonso Lobo - 9748-1629





CARTA ABERTA AO MINISTÉRIO DA CULTURA



Hoje, no Dia Mundial do Teatro, nós, trabalhadores de grupos teatrais de São Paulo organizados no Movimento 27 de Março, somos obrigados a ocupar as dependências da Funarte na cidade. A atitude extrema é provocada pelo falso diálogo proposto pelo governo federal, que teima em nos usar num debate de mão única. Cobramos, ao contrário, o diálogo honesto e democrático que nos tem sido negado.



O governo impõe um único programa: a transferência de recursos públicos para o marketing privado, o que não contempla a cultura mas grandes empresas que não fazem cultura. E se recusa, sistematicamente, a discutir qualquer outra alternativa.



Trocando em miúdos.



O Profic – Programa de Fomento e Incentivo à Cultura, que Vv. Ss. apresentam para discussão como substituto ao Pronac, que já existe, sustenta-se sobre a mesma coisa: Fundo Nacional de Cultura – FNC, patrocínios privados com dinheiro público (o tal incentivo/renúncia fiscal que todos conhecem como Lei Rouanet) e Ficart – Fundo de Investimento Cultural e Artístico.



Ora, o Fundo não é um programa, é um instrumento contábil para a ação dos governos. Já o Ficart (um fundo de aplicação financeira) e o incentivo fiscal destinam-se ao mercado, não à cultura. O escândalo maior está na manutenção da renúncia/incentivo fiscal, a chamada Lei Rouanet, que o governo, empresas e mídia teimam em defender e manter.



O que é a renúncia ou incentivo fiscal? É Imposto de Renda, dinheiro público que o governo entrega aos gerentes de marketing das grandes empresas. Destina-se ao marketing das mesmas e não à cultura. É o discurso que atrela a cultura ao mercado que permite esse desvio absurdo: o dinheiro público vai para o negócio privado que não produz cultura e o governo transfere suas funções para o gerente da grande corporação. Diminuir a porcentagem dessa transferência ou criar normas pretensamente moralizadoras não muda a natureza do roubo e da omissão do governante no exercício de suas obrigações constitucionais. Não se trata de maquiar a Lei Rouanet (incentivo fiscal); trata-se de acabar com ela em nome da cultura, do direito e do interesse público, garantindo-se que o mesmo dinheiro seja aplicado diretamente na cultura de forma pública e democrática..



Assim, dentro do Profic, apenas a renúncia fiscal pode se apresentar como programa, um programa de transferência de recursos públicos para o marketing privado, em nome do incentivo ao mercado. Trata-se, portanto, de um programa único que não vê e não permite outra saída, daí ser totalitário, autoritário, anti-democrático na sua essência.



E é o mesmo e velho programa que teima em mercantilizar, em transformar em mercadoria todas as atividades humanas, inclusive a cultura, a saúde e a educação, por exemplo. Não é por acaso que os mesmos gestores do capital ocupam os lugares chaves na máquina estatal da União, dos Estados e Municípios, coisas que conhecemos bem de perto em nosso Estado e capital, seus pretensos opositores.



E esse discurso único não se impõe apenas à política cultural. É ele que confunde uma política para a agrícultura com dinheiro para o agronegócio; que centra a política urbana na construção habitacional a cargo das grandes construtoras; e outra coisa não fazem os gestores do Banco Central que não seja garantir o lucro dos bancos. Não há saída, não há outra alternativa, os senhores continuam dizendo, mesmo com o mercado falido, com a crise do capital obrigando-os a raspar o Tesouro Público no mundo todo para salvar a tal competência mercantil.



Pois bem, senhores, apesar do mercado, nós existimos. Somos nós que fazemos teatro, mas estamos condenados: não queremos e não podemos fabricar lucros. Não é essa a nossa função, não é esse o papel do teatro ou da cultura. Nós produzimos linguagens, alimentamos o imaginário e sonhos do que muitos chamam de povo ou nação; nós trabalhamos com o humano e a construção da humanidade. E isso não cabe em seu estreito mundo mercantil, em sua Lei Rouanet e seu programa único.



Nós somos a prova de que outro conceito de produtividade existe. Os senhores continuarão a tratar o Estado e a coisa pública apenas como assuntos privados e mercantis? Continuarão a negar nosso trabalho e existência? Continuarão a negar a arte ou a cultura que não se resumem a produtos de consumo?



Por isso, além do FNC, exigimos uma política pública para a cultura que contemple vários programas (e não um único discurso mercantil), com recursos orçamentários e regras democráticas, estabelecidos em lei como política de Estado para que todos os governos cumpram seu papel de Poder Executivo.



É esse diálogo que os Senhores se negam, sistematicamente, a fazer enquanto se dizem abertos ao debate. Debate do quê? Do incentivo fiscal. Mas nos recusamos a compartilhar qualquer discussão para maquiar a fraude chamada Lei Rouanet.



Queremos discutir o Fundo. Mas queremos, também, discutir outros programas e oferecemos, novamente, o projeto de criação do Prêmio Teatro Brasileiro como um ponto de partida. Os Senhores estão abertos a este diálogo?



Movimento 27 de Março

São Paulo, Dia Mundial do Teatro e do Circo

18 de março de 2009

Artigo no Cronópios









O desenho angustioso do limite


Por Maurício Paroni de Castro
Publicado hoje, no site Cronopios.com


http://www.cronopios.com.br/site/colunistas.asp?id=3877


Os limites da representação e da realidade levam a outra tensão, quando se trabalha com a direção de atores: a tensão entre aqueles que se consideram profissionais e aqueles que os profissionais consideram amadores. Dentre estes, há os que consideram os “profissionais” um modelo estético a ser seguido e aqueles que simplesmente não consideram o problema. Estes são os não-atores.

Acredito que a arte esteja mais próxima dos primeiros e dos terceiros. Trabalhei em alto nível com as duas categorias e me dei muito mal com os “amadores”. Ou com aqueles “profissionais” que procuram falar com a voz empostada pelo que acham que são intenções estudadas na leitura de mesa. Gritam em alto e bom som mesmo o maior segredo de estado. O teatro, pugnam tais luminares do palco, confere-lhes poderes de viver situações extremas com um conforto que enrubesceria James Bond. Exibem sem economia a garganta-megafone-policial-de-passeata, alheios a qualquer característica psicológica ou social daquilo que pensam representar. Não prezam o signo mas o estilo. Tenho calafrios quando desconfio descrever muito mais profissionais do que gostaria. Alguns, treinados com sinal invertido num improvável Grotowski de oitava mão, têm animais os mais diversos como modelo estético.

O que pode definir os limites e os possíveis contornos desse tipo de tensão teatral pode ser a proximidade ou à distância entre o ator e o ser humano. Shakespeare e a grande dramaturgia que se seguiu se pautaram sempre por isso: o Humanismo do Renascimento é a linha-mestra da nossa arte.

O dilema que gostaria de definir aqui é particular: o corpo e a mente do ator são corpo de um ser humano, que naquele momento de trabalho é ator. O pianista tem o piano como instrumento. O ator tem somente a si mesmo, à sua mente, ao seu corpo, à sua biografia, às suas relações, à sua existência presente. Não se trata da mimese da realidade sugerida por Aristóteles. Trata-se daquilo que chamo de credibilidade da representação, da linha de prumo que deve guiar toda e qualquer indicação de direção durante qualquer trabalho. Nesse sentido, endosso o que vi de Strehler: a luta por um teatro humano. Não foi por acaso ou por ideologia que ele viveu e criou o seu teatro como um serviço público.

Eu sei, não deveria qualificar esteticamente um espetáculo de bom ou ruim. Faço, já fiz e gostei de tudo o que foi teatro(*). Julgamento estético não é e nunca foi função do diretor. Seria função dos críticos - se deles o exigissem os seus editores.

Pragmaticamente, qualifico os espetáculos, na função técnica de diretor, em universo crível ou falência da representação do mesmo. Creio procurar uma verdade existencial no que exerço; decorre disso que tento livrar o ator de suas auto-imposições e naturais fetichismos estéticos para fazê-lo partir do ser humano que é na direção de um papel crível, sugerido pelo texto ou pelo procedimento criativo empregado. O mesmo se dá com o “não ator”: tento livrá-lo de uma auto estetização. Os dois procedimentos se assemelham muito mais do que se possa supor. O resultado estético é o mesmo patamar de representação do mundo em que vivem atores profissionais e não atores.

No engodo, na estilização, na ideologia vazia – vale dizer, na mediocridade – trafega um bom dinheiro de subvenção ou de renuncia fiscal, de poder, de carreira. Nesse pântano, profissionais de verdade são bem poucos, se entendidos não como gente obrigada a dar cursos fajutos, fazer bicos, publicidade, mas como gente que ganha a vida com o teatro em que acredita. Nem entendidos como profissionais os que têm o hobby do palco. Há massagistas, advogados, médicos, comerciantes, ninfo-homo-erotomanes que fazem “teatro profissional” nas horas vagas e discriminam artistas sutis na palavra e no gesto (para citar Hamlet). Muitos têm boa qualidade, mas não é disso que se trata neste artigo.

A maioria de nós é condenada pela nossa sociedade política a morrer de fome, viver de permutas escassas, heranças, promiscuidades variadas, sortidas colorações ideológicas. Essa existência dramática, que nos enriqueceria humanamente, que daria muito mais potência à nossa arte, fica escondida sob estilo e mediocridade. Fortuitamente, alguma coisa vem à tona.

Isso é igual para todos. Para evitar esse defeito crônico, provoco sistemáticas indagações existenciais durante o período de criação. De vez em quando, quem ensaia comigo vive sérias crises. Sempre me perguntei o porquê disso: acho que aí está uma boa fonte de angústias esteticamente construtivas.




_________________________

(*) De teatro épico-político de “Opla, Siam Vivi” (Opla estamos vivos,de Renato Gabrielli, a partir de Ernst Toller, prêmio de melhor direção de 1993 em Milão) a teatro minimalista de “Gigantes da Montanha, antes” (a partir de uma cena do texto homônimo de Pirandello).








17 de março de 2009

cosa abbiamo fatto di buono in Friuli...



Workshop teatrale “Manifattura di Sogni”





L’esperienza vissuta dal Gruppo teatrale “Manifattura di Sogni”, guidato dal regista Mauricio Paroni de Castro nell’ambito del Workshop teatrale tenutosi al teatro di Dardago nel Comune di Budoia dal 9 al 23 Febbraio 2009,ha avuto un felice esito dal punto di vista umano e artistico e soprattutto ha raccolto interesse e attenzione tra il pubblico presente alle due rappresentazioni nelle serate di Sabato 21 al Teatro Comunale di Polcenigo e di Lunedì 23 Febbraio al Teatro Don Bosco di Pordenone.
Veniamo ora al percorso di lavoro.
Il progetto si è mosso in un’ottica di continuità con quanto si è sviluppato nel precedente laboratorio(Visinai Estate 2008).
La traccia fondamentale suggerita dalla Memoria di ognuno si è ricongiunta in un unico spazio scenico nato dall’idea dell’antico Fogolar friulano,luogo dove le persone si scambiavano,attraverso le parole o lunghi silenzi,le esperienze della vita.
E’ nata così una nuova geografia di suoni,gesti e ritmi cadenzati che attraversavano i personaggi,i loro mestieri,le parole che diventavano emblema e tracciato drammaturgico portato sulla scena.
La metafora scenico-testuale del Fogolar,ha attraversato fasi di sviluppo ideativo,giungendo alla costruzione di una gigantesca gonna fatta di pezzi di abiti colorati,(gonna-fogolar) realizzata da Laura Trevisan,dove i personaggi o le loro anime si aggiravano narrando il proprio o un altrui passato.
Gonna,vestiti,testi e musica sono nati pezzo per pezzo come un collage,ogni sera.Un vero atelier o laboratorio a tutto tondo,sul quale si è investito molto tempo e motissima passione.
Le condizioni spaziali di lavoro del teatro di Dardago,hanno favorito la crescita del percorso maturata in un clima disteso e creativo insieme al regista ,il quale,sin dall’inizio ha messo in luce il suo tracciato e le domande fondamentali a cui attingere,per la costruzione del personaggio.
L’indagine si è mossa su vari fronti,ma le domande principali sono state le seguenti:
Cosa c’è in voi dei vostri antenati?
Nelle vostre facce?Nei vostri vestiti?
Quali erano i loro gesti che possiamo recuperare?
Questi gli indizi che hanno lasciato campo aperto alla fantasia di ognuno,stimoli che hanno permesso la ricerca di un racconto che riportasse in vita il passato.
Il lavoro ha regalato in ogni sua parte,momenti di raccoglimento e poesia che ne hanno esaltato il valore umano prima che artistico.
Attraverso improvvisazioni e stimoli emozionali intrecciati come fili di memoria,il regista ha rivolto ai partecipanti domande da porre agli antenati e a sua volta ne ha poste ai presenti per sviluppare la ricerca drammaturgia.
Si sono toccati livelli qualitativi molto alti,favoriti anche dalla curiosità e dalla voglia di mettersi in gioco.
Questo felice esperimento ai limiti del teatro è nato dalla convinzione che tutto ciò sia utile e indispensabile,al di là della forma, alle persone del luogo per parlare di sé e sviluppare una sana consapevolezza del proprio vissuto.Ognuno è un romanzo,un segno tracciato nel tempo e questa esperienza caratterizzata da una partecipazione numericamente e qualitativamente alta ne ha confermato la convinzione,soprattutto per la partecipazione di persone di età ed etnie diverse,fattore arricchente da ogni punto di vista.
La sensibilità del regista ha permesso lo scambio delle differenti culture,portando in scena la loro essenza ,attraverso le lingue ,i dialetti,i ritmi musicali,la danza e il canto.
Il luogo dell’azione,in questo caso la gonna-fogolar,ha acquisito ulteriori significati,fortissimo quello legato alla maternità,al luogo da cui tutto parte,un grande e coloratissimo utero immaginario dal quale si proiettano nel mondo ovuli già ricchi di storie.


Vincenzo Muriano e Laura Trevisan

4 de março de 2009

sucesso em Aviano, Itália














Foi criada a Manifattura dei Sogni, companhia de gente comum; estreamos o espetáculo "TEMPO DI FOGOLAR", com 25 pessoas em cena, sob uma grande saia idealizada pela artista plástica Laura Trevisan, que trabalha conosco há mais de um decênio.
Apresentamos a coisa em dois teatros históricos, e haverá continuidade do trabalho durante este ano.
A região do Friuli fica no extremo noroeste da Itália, entre Veneza e os Alpes Cárnicos, além do Rio Brenta, na planície abaixo da Áustria; "fogolar" é a típica lareira circular dali. Dramatizei textos que partiram da história dos avós dos participantes, gente da resistência ao nazifascismo da 2a. Guerra (contra alemães e fascistas italianos) e ligada a muitos emigrados ao Brasil, mas após 1a. Guerra (contra austríacos).

28 de fevereiro de 2009

"Andanças pós carnevale"




Olá queridos...

Agora que passou toda folia carnavalesca, estamos de volta com força total. Alías , só abrindo um leve, levissimo parenteses, a cidade de São Paulo fica maravilhosa em feriados, diminui um pouco a exarcebação de pessoas, carros, barulho e entra num ritmo digamos "mais tranquilo". Bem, eu adoro!!!
Vamos as novidades!!! Depois de um fim de temporada maravilhoso no Satyros Um; alias obrigado, em nome da compania, á todos aqueles que nós prestigiaram nessa temporada de 2008 e 2009, foi lindo!!! Platéia sempre lotada e uma delícia de fazer!!! Obrigado público, obrigado Mauricio e obrigado Satyros pela acolhida!!! Enquanto nosso dignissimo e ilustre diretor "Mauricio Paroni de Castro" se encontra em terras italianas, consolidando a Cia. Atelier de Manufacutura Suspeita por lá, nós aqui em terras "brasilenas", podemos assim dizer estamos nos preparando pra nova temporada de 2009 com muitas novidades ( vem aí muita coisa boa, Pirandello, Sergio S´Antanna, Arthur Schnitzler...)
*O Paradoxo da Representação da Realidade*
Farei, porém, um esforço para vos dar aquela realidade que vocês julgam ter, ou seja, esforçar-me-ei por vos querer em mim como vocês se querem. Já sabemos que não é possível, dado que, por mais esforços que eu faça para vos representar à vossa maneira, será sempre «à vossa maneira» apenas para mim, não «à vossa maneira» para vocês e para os outros. Mas desculpem: se para vocês eu não tenho outra realidade fora daquela que vocês me dão, e estou pronto a reconhecer e a admitir que essa não é menos verdadeira que a que eu poderei dar a mim mesmo, que essa, para vocês, é a única verdadeira (e sabe Deus a realidade que vocês me dão!), vão lamentar-se agora da realidade que eu lhes darei, esforçando-me, com toda a boa vontade, por vos representar à vossa maneira tanto quanto me seja possível?
Não presumo que vocês sejam como eu vos represento. Já disse que vocês também não são aquele um tal como o representam para vocês próprios, mas muitos ao mesmo tempo, segundo todas as vossas possibilidades de ser e os acasos, as relações e as circunstâncias. Então, que mal é que eu vos fiz? Vocês é que me fazem mal, julgando que eu não tenho ou não posso ter outra realidade fora da que vocês me dão e que é apenas vossa, acreditem, uma ideia que vocês fizeram de mim, uma possibilidade de ser como vocês a sentem, como vos parece, como intimamente a reconhecem possível, já que daquilo que eu posso ser para mim, não só não podem saber nada, como eu mesmo nada posso saber.
Luigi Pirandello (escritor italiano, 1867-1936), in "Um, Ninguém e Cem Mil"
*L'exclusa speciale*
(Simona Queiroz)

13 de fevereiro de 2009



Olá!!! Estamos finalizando mais uma temporada maravilhosa do espetaculo "Pornografia Barata" com nosso grande diretor "Mauricio Paroni de Castro". Como se vê acontecendo essas três semanas de 2009 e toda o temporada de 2008 que estivemos no Satyros foi como poderia traduzir... "de arrepiar", casa cheia e público maravilhoso como sempre. Posso dizer que já estou com saudades e avisar que este é nosso ultimo fim de semana. Logo mais voltamos com novidades, sempre com aquele melzinho na boca de quero mais. Obrigado á todos!!!

Quem ainda não viu ou quer ver de novo, aproveite!!!


"Pornografia Barata"

11:59 no Satyros Um

Praça Roosevelt

Hoje e amanha

(sexta e sabado)
*Quadro do grandissimo Egon Schiele*

E em boa hora algumas "cositas" que eu Simona ando pesquisando e lendo:
*Anais Nin (maravilhosa!!!)

*Henry Muller

segue trechinho dele:

Viver Plenamente os Desejos
Quanto ao facto de saber se o sexual e o religioso são antagónicos e opostos, eu responderia do seguinte modo: todos os elementos ou aspectos da vida, por muito pobres, por muito duvidosos que sejam (para nós), são susceptíveis de conversão, e na verdade devem ser transpostos para outro nível, de acordo com a nossa maturidade e inteligência.O esforço visando eliminar os aspectos «repugnantes» da existência, que é a obsessão dos moralistas, não só é absurdo, como fútil. É possível ser-se bem sucedido na repressão dos pensamentos e desejos, dos impulsos e tendências feios e «pecaminosos». mas os resultados são manifestamente desastrosos. (É estreita a margem que separa um santo e um criminoso). Viver plenamente os seus desejos e, ao fazê-lo, modificar subtilmente a natureza destes, é o objectivo de todo o indivíduo que aspira a desenvolver-se. Mas o desejo é soberano e inextirpável, mesmo quando, como dizem os budistas, se converte no seu contrário. Para alguém se poder libertar do desejo, tem que desejar fazê-lo. Henry Miller, in "O Mundo do Sexo"
Simona

6 de fevereiro de 2009

Mauricio vai a Aviano, Italia, construir o Manifattura dei Sogni




Quando a crise aperta, o Manufactura aumenta: tenho ido sistematicamente à Italia construir essa pequena companhia, aberta às pessoas comuns, e que já tem o seu teatrinho histórico em Dardago, na Província de Pordenone. Graças à tenacidade da pintora e cenógrafa Laura Trevisan (que sempre trabalhou conosco) e ao diretor e ator Vincenzo Murriano.
O sonho é poder levar espetáculos daqui e vice-versa.
Enquanto isso,continuamos com as últimas réplicas de Pornografia Barata no Satyros e ensaiamos as próximas novidades. Março será mês de ensaios para nós. Nada de espetáculos à meia-noite até o meio Abril...

26 de janeiro de 2009

somente mais três fins de semana, para quem ainda não viu



Pornografia Barata - Curta Temporada de 30 de janeiro a 14 de fevereiro
Sextas e Sábados
Às 23:59h

Espaço dos Satyros I
Praça Roosevelt, 214
Telefone 3258-6345
Ingressos r$20 e r$10

15 de dezembro de 2008

A sala é pequena e vai faltar lugar











Completaremos, em dezembro, seis meses de temporada.
Um grande abraço.

Pornografia Barata
Últimas apresentações
Sexta dia 19 e Sábado dia 20
À Meia-noite!

Espaço dos Satyros I
Praça Roosevelt, 214
Telefone 3258-6345

Ingressos r$20 e r$10